“Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas”. Você já viu esta frase? Ela é o começo de uma das fake news mais clássicas do Brasil – e que se renova a cada Copa do Mundo desde 1998.
A denúncia, supostamente assinada por um diretor de um canal esportivo, é apenas um exemplo em um universo de milhares de boatos que circulam na web diariamente.
Não se sabe exatamente de onde o rumor foi originado, mas é certo que a pessoa que tem seu nome atribuído à farsa sequer trabalhou em um meio de comunicação.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts apontou que mensagens falsas têm 70% mais chances de serem compartilhadas do que as verdadeiras.
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Além disso, o alcance de conteúdos falsos chega a impactar até 100 mil pessoas, enquanto os reais chegam, em média, a apenas mil pessoas.
Nesse caso, temos dois problemas: o da pessoa que produz o conteúdo e, também, das que divulgam sem ao menos checar a procedência da informação.
No Brasil, um projeto de lei, que pretende tornar crime o compartilhamento e a divulgação de fake News na internet, já está sendo analisado na Câmara dos Deputados.
Outra entidade que declarou guerra às informações falsas é o Google, que recentemente anunciou uma série de medidas para combater o problema.
Uma informação falsa espalhada pela rede pode impactar milhares de pessoas e gerar graves consequências.
Em 2014, uma dona de casa foi espancada até a morte por causa de um boato. O rumor dizia que a mulher sequestrava crianças para fazer rituais de magia negra. A fraude acabou em tragédia.
No dia a dia das relações públicas e assessoria de imprensa, monitoramos de perto esse tipo de propaganda enganosa. Afinal, uma fake news disparada contra uma empresa pode trazer prejuízos e manchar sua reputação.
Durante as eleições nos Estados Unidos, acompanhei o estrago feito em uma grande marca após uma frase – nunca dita – ser atribuída ao seu CEO. O resultado foi a queda nas vendas dos produtos, gerando prejuízo relevante para os negócios. Não foi fácil reconstruir a imagem.
Devemos combater as notícias falsas e separar o joio do trigo. Para isso, o exercício é simples: checar a fonte que divulga o conteúdo, pesquisar o histórico da mídia que está veiculando as informações e verificar a procedência da informação.
Feito isso, não há risco de compartilhar mentira e promover um desserviço. Com o grande poder de difusão das redes sociais, passar para frente algo desonesto pode ter consequências inimagináveis.
Você não quer pagar por isso, quer?