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16/07/2017
A arte de ser e construir fontes
O que é se relacionar? É ser amigo? Parceiro? Disponível sempre que os stakeholders necessitam? É tudo isso e um pouco mais. Recentemente, participei de um seminário sobre confiança e reputação, o #RATRUST. O evento me fez refletir sobre o tema.
Uma empresa de assessoria de imprensa não se mantém por décadas na cabeça e corações de clientes sem fazer boas entregas. Como empresa de comunicação corporativa, ou de assessoria de imprensa (ou de outras terminologias utilizadas, conforme artigo que você pode ler ao clicar AQUI) a G&A sempre fez com excelência o que considero básico na relação assessor – cliente – jornalista: se relacionar bem.
Para mim está claro que relacionar-se, por exemplo, com um jornalista, vai além de ter os contatos dele na agenda para acionar quando eu tiver aquela sugestão de pauta do cliente. Se fosse assim, seria uma relação interesseira e não uma relação de interesses. Nesse exemplo, é estar atento ao assunto relevante para o público para o qual esse jornalista fala ou escreve. É fazer com que ele saiba que eu, assessor de imprensa da empresa x, y ou z, farei a ponte entre ele e o executivo também quando ele necessitar. É ainda atuar de forma que o cliente saiba que suas mensagens serão conhecidas por meio da imprensa. Trata-se, em outras palavras, de estabelecer uma plataforma de convívio bilateral na qual o jornalista terá plena segurança de que o assessor será a melhor das pontes para a melhor das fontes de que ele necessita.
Não se trata, portanto, de uma relação na qual uma parte procura a outra quando a ocasião é conveniente. Isto faz parecer aquele tipo de vendedor de uma venda só, geralmente mal feita, porque o produto é ruim. Falo de continuidade, de uma parceria de longo prazo, de muitas “vendas” – ou trocas – numa relação balizada pela ética e profissionalismo, com respeito pelo que é acordado e, principalmente, transparência honesta. Porque isto é o que todos os stakeholders esperam na era das relações.
Relações prósperas são pontes seguras, com trânsito livre, sem engarrafamento. Uma ponte em que trafegarão, em harmonia e parceria, o assessor de imprensa, o jornalista e o cliente.
Atender bem é relacionar-se bem. É fazer, cotidianamente, o exercício da empatia, tanto com o cliente quanto com o jornalista, compreendendo as necessidades e interesses de cada um, equilibrando tudo numa bandeja que, ao final, será servida ao público comum de ambos.
Agindo assim, praticamos, na atividade de assessoria de imprensa, o que chamo de sustentabilidade das relações. Pois elas só se sustentam se estiverem sobre pilares fortes, como pontes firmes e perenes. Exatamente como são os mais sólidos relacionamentos.
Confira mais insights da nossa série especial G&A Somos Corporate:
Como gerar credibilidade via assessoria de imprensa?
Assessoria de imprensa e comunicação corporativa são a mesma coisa?
O papel da comunicação corporativa na era das causas: exemplos e alternativas
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